Setembro 30, 2013

Cannabis

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A cannabis é uma substância intrigante pois actua em sistemas cerebrais que usam neurotransmissores quimicamente muito parecidos com a própria droga. Este sistema neuronal está envolvido no controlo muscular e na sensibilidade à dor. Usada num contexto médico e racional, a cannabis pode ser um fármaco muito útil. No entanto, em altas doses ou em administração mal controlada, a cannabis pode provocar prazer e relaxamento, e pode ainda provocar estados próximos do sonho – alterações da percepção dos sons, cores e da noção do tempo. Não parece haver casos letais devidos à “overdose” com cannabis. No entanto, alguns consumidores podem sofrer ataques de pânico após sobredosagem.

Existem muitas pessoas que pensam que a cannabis deveria ser legalizada – e através deste meio cortar as ligações entre o fornecimento desta droga e outras drogas muito mais perigosas.
No entanto, tal como no caso da nicotina, o fumo é a via de administração mais comum. Assim, o fumo da cannabis contém essencialmente a mesma mistura de tóxicos que o fumo do tabaco (e é normalmente fumada conjuntamente com tabaco). Os fumadores de cannabis são bastante susceptíveis a desenvolver doenças pulmonares, incluindo o desenvolvimento de cancro do pulmão – apesar de não haver provas definitivas para a última condição. Cerca de um em cada dez consumidores pode tornar-se dependente, facto para o qual estão bem alertados os traficantes de droga. O consumo regular em alta dosagem é incompatível com a condução de veículos e com trabalho intelectualmente exigente.

Foi demonstrado experimentalmente que pessoas intoxicadas com cannabis apresentam grande deficiência na execução de tarefas intelectualmente complexas.
Apesar de ainda não estar provado, existem evidências de que o consumo pesado de cannabis, em jovens mais susceptíveis, pode levar ao desenvolvimento de doenças mentais como a esquizofrenia.

 

 

Jorge Venceslau